Dissolução do Amor






I

É fácil amar, nós suportamos tudo; todos! O difícil é suportar a solidão, não ter mais forças para lutar contra isso, não ter mais forças para lutar. A dor não é falada, mas sentida literalmente na pele, - tudo dói; as lágrimas já não saem mais, o mundo já não tem tanto sentido.

Acredite, aprende-se muito com a dor. O mundo passa a ser visto com mais frieza, as pessoas passam a ser vistas no seu íntimo, parece que ganhamos uma visão de raios-X dos sentimentos humanos, é a compensação que nenhum deficiente gostaria de ter, mas têm.

Conselho, lute pelo seu amor (ha ha ha), não deixe o Kaos entrar na sua vida, não petrifique seu coração, acredite nas pessoas, nas mentiras que elas contam, na vida, pois, quando você sair da caverna, o retorno nunca mais acontecerá. As luzes estão lá fora, sempre estiveram, mas não seja curioso, a não ser que esteja preparado para sentir as dores do mundo, pois não existe retorno para este estado.

II

Não consigo mais recuperar minhas forças, minhas pernas vivem em frangalhos, meus olhos lacrimejam com um simples beijo de novela, minhas palavras não saem, meu amor é seco, sarcástico e plástico e ao mesmo tempo não choro quando vejo alguém sofrer, não ligo se você está triste, pouco me interessa saber se você sofre. Sinto as dores do mundo, sinto elas constantemente, e isso está me preocupando, está me enfraquecendo – me fortalecendo, me tornando frio, calculista, azar de quem estiver por perto quando minha bomba explodir, minhas forças estão sendo repostas, mas com uma energia diferente.

III

Penso que as dores estão sendo sentidas pelas pessoas erradas, mas fazer o que? O mundo é o caminho da discórdia, o caminho da dissolução humana. Somos piores que baratas, destruímos tudo, somos o câncer do planeta, somos auto-destrutivos, irracionais, mas poucas pessoas acreditam nisso.

Como Chuck Palahniuk disse: “Estou rompendo meus vínculos com a força física e os bens materiais, porque só destruindo a mim mesmo vou descobrir a força superior do meu espírito”.

É assim, confusas, kaóticas e doloridas, sem vaselina, sem piedade que algumas pessoas vivem, que algumas pessoas dormem e acordam, mas, se você prefere acreditar na fraca “realidade” da sociedade, continue assistindo novelas e lendo livros de auto-ajuda, romances, mas, se estiver preparado para a verdadeira realidade, junte-se a nós e sofra, sinta o gosto do ódio, libere sua cólera, destrua...

O que resta da realidade?

O que resta da realidade?

O que é a realidade?!

Tão jocoso quanto você ( eu ) é o vazio.

O cheiro cítrico que exala no ar não diminui o clima tétrico que nos confunde e nos deixa confusos.

As lágrimas deixam-me apenas discórdias banais.

Eu sei quem sou...as vezes!

As vezes não sei quem sou!

Quando creio que sei, discordo...ahhhh

Mundo confuso - vazio

Os grandes momentos refletem-se em pequenas coisas...

Eu gosto do Rodrigo que sou...algumas vezes!

Porque? Por que? Porquê? Por quê?

São tantos porquês, são muitas perguntas que eu pergunto e não sei Porque? Por que? Porquê? Por quê?

...
...
...

Por que?
"A revolução pelo ódio seria um fracasso completo ou então engendraria uma nova opressão, que poderia se chamar até mesmo anarquista, assim como os homens de Estado atuais se dizem liberais, mas nem por isso deixaria de ser uma opressão e não deixaria de produzir os efeitos que toda a opressão causa.”

(Malatesta)

Divagações sobre o ser, a liberdade…

Qual o sentido de ser livre? E uma vez que se é livre, qual o objetivo? Como você sabe que é livre? Livre de dogmas, preconceitos, regras, moral…?
Ignorando fatores políticos e sistemas econômicos, podemos dizer que uma pessoa (eu, você e o resto da humanidade) pode a qualquer momento mudar o curso de sua vida, não tendo absolutamente nada que a impeça além de sua própria vontade. Talvez eu esteja um tanto perdido numa possível cegueira, mas isso me parece um fato irrefutável*, e assim sendo anularia a idéia de um “destino”, ou de uma suposta vida designada a um propósito. A liberdade seria algo que torna possível escolher dentre todas as alternativas possíveis, aquela que pega o caminho mais curto em direção a uma vontade ou ambição. As escolhas naturalmente carregam certas responsabilidades, que nada mais são do que as conseqüências das mesmas. Logo atribuir a responsabilidade de seus próprios atos a forças externas é aceitar a ridícula idéia de que somos pré-definidos ao nascer. E aceitar isso nos leva a outro ponto…

Uma coisa pré-definida é algo cujo propósito foi concebido antes que sua própria existência viesse a tona. Uma casa, geralmente, é projetada antes de ser construída e tem um propósito bem claro. Logo uma casa é algo basicamente estático, ela foi essencialmente definida antes mesmo de existir. Aceitar o destino como parte de sua vida, ou um plano de um ser supostamente maior, é comparar sua própria vida a de uma casa. Essa é uma das conclusões mais estúpidas a que se pode chegar a respeito da própria existência. Ao contrário da casa, que não possui liberdade, um ser racional, que percebe a si e ao mundo, detém consciência e logo a liberdade de negar, aceitar e se abster frente a qualquer adversidade ou imprevisto, e por conseqüência disso é senhor de sua própria história e dono da liberdade (inata). Mesmo aqueles que atribuem atos a forças externas (deus, diabo, astros, etc.) é, de fato, quem está decidindo sobre a própria vida e prefere mentir a si mesmo a encarar o absurdo que é a vida.
Absurdo da vida? Sim, desde que você aceite que leva uma vida miserável, pela qual você não pode e nem será recompensado por uma força maior e aceite o peso de ser livre, terá provavelmente alcançado uma grande vitória pessoal. Ao aceitar que determinada coisa funciona como tal, torna-se mais simples (ou menos complexo) aproveita-la como ela é. Não se trata de conformismo, mas a única razão para acreditar em algo maior que a vida (deus?) é a própria vontade, e isso [a vontade] alimenta a idéia de que quem cria o próprio destino é ninguém se não o próprio eu.
Mas e as outras pessoas? Se uma pessoa é dona de sua própria vida e destino, qual a importância dos outros? Eu penso que você, por si só, não pode se conhecer totalmente. É através dos olhos dos seus amigos e das pessoas que convive que você consegue se enxergar plenamente, e incluir-se no mundo. Por mim mesmo nunca entendo minha própria pessoa, através dos olhos de outras pessoas é que me percebo melhor, ainda que por um curto período. É a convivência que me faz ter certeza que faço as escolhas que desejo. Embora muitas vezes os outros atrapalhem meus planos e idéias, sem eles no meio do caminho nada faria muito sentido.

Admita, nós apenas existimos, sem determinações. E vamos construindo nossa essência por meio de nossas ações e decisões. Depois eu entro melhor no assunto sobre divindade e forças externas, brevemente citados acima.

* = se considerarmos os fatores políticos, sociais e economicos, ou quaisquer outros pertencentes ao ambiente, ainda assim não vejo este fato sendo negado, mas sim sendo situado. A liberdade permanece, porém situada em um ambiente onde suas escolhas estão limitadas (o próprio conceito de sociedade, seja qual for, já fornece estas limitações).

Por: Fábio

Fonte: Clique

Pensamentos...

Ter os pensamentos amputados;
Ter os direitos cerceados!

Sempre ser aquele mesmo dependente
Ser o seu escravo

Acordar cansado
Saber o que vai acontecer!
Viver enclauzurado dentro da minha casca
Viver para minha dor!

Acreditar que amanhã eu vou respirar,
e ter dúvidas quanto a minha existência

Querer mostrar algo para alguém,
esquecer-se de quem é...

Apagar o dia;
Acender a noite!

Ignorar a realidade para sempre crer no futuro!


Incerto, Vazio, Obscuro...


Escrito Por Rodrigo Américo Tardem em 08/12/2004 - 1:30 da manhã

Cada verme tem o seu espaço

Vendem o mundo para você. Vazio como sempre, foi procurar encher o seu ego com a doença do consumo. O mundo vazio, repleto de desejos, sonhos.
Entre neste mundo; a hipnose social tomará conta de você. Ferindo-te, deixando-o doente, apodrecendo valores humanos necessários para uma sobrevivência livre. Livre desta casca que você criou sobre você!

A doença social está cada dia mais massificada, cada dia mais natural. Enfermidades subjacentes ao nosso mundo renascem a cada dia - cada vez mais fortes e destrutivas.
Esse estado latente de letargia impede que preenchamos o vazio que existe dentro de nós, criamos então um mau-estar interior, esse que será preenchido pelo alcoolismo ou pelas drogas ilícitas. Acabamos por perder o auto-respeito!
Destruidos pela degeneração implícita que nós mesmos criamos.

Escrito Por Rodrigo Américo Tardem em 2004, transcrito na íntegra, portanto, não me cobre pelas mudanças ideológicas. Ontem eu fui, hoje eu sou!

Sociedade sem Escolas, ou, Escolas sem sociedade?

Caros,

O Ensino no Brasil é deplorável, triste. Participem de um conselho de classe para vocês verem como as notas são fabricadas, como a maioria dos professores ignoram o fato do aluno não saber ler e escrever. Alguns se fixaram no sistema imposto pelas diretorias, ou seja, você passa o aluno ou justifique sua repetência e o pior, não ganhe o tão sonhado prêmio anual que é liberado aos professores.

Creio que o problema seja estrutural. As escolas são apenas umas válvulas de escape para a maioria dos alunos e uma forma do governo tirar o peso de suas mãos, ou seja, eles criam leis liberais e fascistas para oprimir o povo, e, sabemos que em tudo deve haver um bode expiatório, neste caso - escola pública.

Um dia desses o governador de São Paulo disse que o problema educacional é culpa dos professores. Pergunto: Quem não constrói escolas suficientes para a população? Quem coloca 50 alunos dentro de uma sala de aula, causando um transtorno tremendo nas vidas dessas pessoas, digo, professores e alunos? Quem deixa de gerar empregos para a população? Quem cria formas de assistencialismo para deixar a população dependente? Eu poderia passar um dia todo citando problemas que deturpam a imagem de um professor.

Para finalizar, existe um livro muito bom que discute isso, o nome é: Sociedade sem escolas - Autor: Ivan Illich

"(...) Não apenas a educação, mas também a própria realidade social tornou-se escolarizada...”.

Pessoa, coloquei esses títulos e ainda não terminei....entrem em breve, leiam, assistam, é isso.

Depois do fim

Depois do fim acordei com um gosto amargo na boca, com uma dor de cabeça de matar, com uma dor no peito que nenhum cardiologista saberia explicar. Os dias e as noites eram infinitos, as dores eternas, sempre iguais, até a pele doia...
Quando dormia queria acordar para o tempo passar mais rápido, e, quando estava acordado sofria com a demora do dia - longo e cruel.

O alcool foi grande companheiro, grande amigo, o caderno, as paredes e o chão frio do meu quarto também, mas, o que sempre me derrubou foi o asfalto, o caminho do trabalho, o olhar que não conseguia desviar, igual aquelas histórias que escutamos quando somos crianças, onde fastamas estão olhando para você naquele canto deserto, e você, sempre atencioso teima em olhar, vai compreender isso, coisa de louco.

Não podemos fugir do assunto. Por que depois do fim? Sei lá, acho que depois do começo é muito cliche, é muito chato. O fim reserva as dores, a tristeza, a solidão. Depois do começo é igual acompanhar uma novela da globo.

O sofrimento é tão triste, as dores da solidão são horríveis, são literalmente doloridas, como já disse, a pele fica dolorida; não é uma coisa boa - embora eu já senti falta(vai entender). As pessoas são cruéis, malvadas, não ligam para ninguém, quando ligam são mentirosas, enganadoras, são iguais "amigos" bêbados que juram amizade eterna.

De um tempo para cá, andei pensando: As pessoas gostam de sofrer, elas gostam, adoram sentir aquele desprezo; Freud já deve ter analisado isso, ou seja, aquela coisa: Nossa, tadinho, ele(a) está sofrendo tanto, ele(a) não merecia isso... Sei, no fundo é algo que não conseguimos explicar, é confuso, parece que a pessoa já nasce precisando fazer análise. Nossa, que triste, gosto de sofrer e sinto muita dor, isso me mata, mas preciso disso...

Mas, depois do fim acordei com um gosto amargo na boca, com uma dor de cabeça de matar, com uma dor no peito que nenhum cardiologista saberia explicar, com vontade de cometer suicídio, de matar qualquer filho-da-puta...melhor, uma filha...Mas o "Amor", ah... como o "amor" purifica as pessoas; - e como salva vidas também...claro, apenas uma, pois, não me considero um ser vivo, mas, um pseudo-ser vivo, ou, melhor dizendo, tenho uma sobrevida, mas isso é assunto para outra discussão.

Bom, resumindo, depois do fim... hummmm, depois do fim percebi que nunca existiu um começo, nunca existiu um meio, muito menos um fim.