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Não compreendo muito as pessoas, percebo em muitas delas um certo ceticismo em relação a religiosidade e crenças políticas, é algo bom, libertador para alguns, limitador para outros.
Percebo que algumas pessoas se julgam libertárias, mas não compreendo essa tal liberdade que elas defendem, elas não são claras e objetivas - creio eu, confusas. Se você é libertário, é libertário em tudo, é uma doutrina que segue, portanto, libertário político-social; sua aplicabilidade é inerente uma da outra, mas essas pessoas criam concessões para o amor, como isso? Ou é libertário ou não é, não existe uma separação...
Elas cobram sua frustrações amorosas em outras pessoas, não compreendem que cada um tem o seu tempo, seu momento, sua vida!

Hypocrisis


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Areia da Ampulheta

Composição: Raul Seixas


Eu sou a areia da ampulheta
O lado mais leve da balança
Balança que não me aguenta
O ignorante cultivado
O cão raivoso inconsciente
O boi diário servido em pratos
O pivete encurralado
Eu sou a areia da ampulheta
O vagabundo conformado
Sem nunca se ter reformado
O que não sabe qual o lado
Espreita o pesar das pirâmides
Cachaceiro mal amado
O triste-alegre adestrado
Eu sou a areia da ampulheta
O que ignora a existência
De que existem mais estados
Sem idéia que é redondo
O planeta onde vegeta
Eu sou a areia da ampulheta
Eu sou a areia
Eu sou a areia da ampulheta
Mas o que carrega a sua bandeira
De todo o lugar o mais desonrado
Nascido no lugar errado
Eu sou, eu sou você

Solidão


















Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência! Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade! Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio! Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza! Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância! Solidão é muito mais do que isto...Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
Solidão procura solidão e, quanto mais uma pessoa se isola, à medida que o tempo vai passando, mais isolada quer estar. Quando as pessoas se apercebem que a solidão é a sua companhia, o rosto entristece, a alma desvanece, um forte pesar parece invadir o pensamento. O cenário torna-se deprimente. O futuro sem esperança!
Solidão é morrer aos poucos, é angustia, é dor, é sofrimento, é desgaste humano, é inexistencia de amor, é não ter objetivos, é tudo de ruim e nada de bom.
E bem verdade...simplesmente a solidão é algo que não se consegue escapar..por muito que as pessoas sejam boas e tentem fazer os impossiveis para que tudo esteja bem...haver sempre algo que atrai a solidão.
acho que todos nós uma vez na vida ja sentimos o que é a solidão..talvez uma dor que nao tem explicaçao, um aperto dentro de nós...pra mim solidão é um sentimento de dor, é estar no meio de muitas pessoas e mesmo assim sentir-se só...a solidão é algo que nos leva abaixo e depois é dificil sair-se dela...
"Há milhares de pessoas nas ruas das cidades, mas elas não se olham entre si, e, quando se cruzam, não trocam um sorriso - salvo se forem apresentadas de uma forma formal. No comboio, as pessoas vão sentadas lado a lado durante horas, mas não se falam. Não é estranho?"
Tudo isto é solidão...

Fonte: http://angelagija.blogspot.com/
Quando os relacionamentos nascem doentes, só terminam com a morte.

Longe do Meu Lado

Faço minha as palavras do Renato, é como uma carta que não consigo escrever, um sentimento reverso que me sufoca todos os dias e ninguém consegue compreender e tentam justificar para mim. Eu sei o que passei, sei o que passo até hoje, apesar dos anos, portanto, ...

Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não pareceria tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado
A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado
E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado
Quero respeito e sempre ter alguém
Que me entenda e sempre fique a meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado

A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago
E essa escravidão e essa dor não quero mais
Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado

Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos e vivermos o futuro, não o passado
Veja o nosso mundo
Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado

Dialética da Dialética

Somente após a desestruturação mutua da realidade humana que passaremos a compreender que a realidade nada mais é que pura utopia.

A realidade não existe. Somos todos objetos de um fetiche sarcástico da dita divindade, mas pensar assim leva-me a crer que a divindade existe, claro, acredito, mas não na sua divindade personificada.

O homem fez de Deus sua imagem e semelhança para justificar suas fraquezas e ter um bode expiatório, pois, é necessário ter alguém para justificar sua insanidade e egoísmo.

Com o livre arbítrio, qualquer discurso torna-se fugaz e irrelevante, sendo assim, toda retórica passou a não fazer sentido algum para a sociedade humana, uma vez que podemos utilizar desse discurso infantil para nos esconder. A abstração de idéias da sociedade é fundada apenas nos sentimentos pueris; cada ser passou a verbalizar seus discursos e conceitos na ordem do “Ter” para ser “alguém”; ser mais um pequeno burguês na retórica capitalista.

Divagações entre física e metafísica

Existem questionamentos amorosos entre a física e a metafísica? O que é amar? O que é sentir dor?


Todo existencialista divaga sobre a realidade da vida e a transmutação da realidade humana. Todos os sentimentos e sentidos são pífios ardores de uma vida frustrada onde não conseguimos controlá-los; não conseguimos viver.

A realidade humana é tão subjetiva e vazia que precisamos criar fatos e emoções constantemente para não morrermos. A guerra das falácias é mais real que a própria “vida”, pois, como não nos conhecemos perfeitamente em nossa matriz, precisamos de um sonho perfeito para continuar.

Vivos?

Ando me perguntando sobre o que é real – sobre signos e silogismos para tentar acreditar que realmente existo.

O mundo não é mais mundo, não como em sua égide; hoje “vivemos” como máquinas – vazias e sem sentimentos. Não estamos mais preparados para sentir, para viver. A sociedade vive um torpor maciço e gosta disso – é mais fácil viver assim – é menos doloroso – é menos vil. Você deve estar se questionando sobre esse argumento, mas vos digo: - Hoje tudo é nivelado por baixo, até a inércia e inanição foi banalizada pela sociedade. Nada mais tem sentido! Nada mais faz sentido!

Dor da solidão

Não existe dor maior
Que a dor da solidão...
É dor cruel e perversa
Que não aceita conversa
E nem mesmo explicação!
É dor do só, do sozinho,
É carência de carinho,
Seu sintoma é a paixão.

-

E essa dor tão doída
Que tanto maltrata a gente
Chega assim tão de repente
Sem sequer bater na porta.
Para ela pouco importa
Se está matando o doente,
Se a "Inês é quase morta".

-

É uma dor que aniquila,
Que castiga, que maltrata,
É mais forte que a tequila
Mais ardente que a cachaça.
É pior que a dor que tomba,
Mais cruel que a dor que mata.




Antonio Manoel Abreu Sardenberg

Um minuto para mim!




















Só quero ficar só, nada mais!